Gratidão a você que nos acompanha em nossas iniciativas!
Quero crer que em algum momento da vida, você tenha ouvido falar sobre: Ginga; Berimbau; Pandeiro; Atabaque; Agogô; Cabaças; Bambu; Golpe; Cordas; Instrutor; Mestre; Contramestre; Roda; Iniciação; Batizado e outras palavras.
Muitos não sabem, mas se juntar alguns destes termos, um pequeno espaço, pessoas resilientes, motivadas e determinadas, forma-se um Patrimônio.
Um Patrimônio Imaterial Brasileiro, registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e reconhecido como Patrimônio Imaterial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), através do Decreto Nº. 3.551 de 04 de agosto de 2000.
Riqueza brasileira, disseminada pelo mundo e empregada com sucesso em escolas e núcleos. A prática regular gera cidadania, benefícios físicos e psíquicos: um estilo de vida.
Estamos falando da CAPOEIRA: um jogo de ataque e defesa.
O nome faz referência a um tipo de vegetação, feito no meio da mata alta pelos escravos, para descanso no cotidiano do árduo trabalho nos canaviais: quando algum escravo fugia, dizia-se que o “negro” foi para a capoeira.
Criado através de lutas tribais, chegou ao Brasil no Século XVI, trazida por “negros” de Angola. No Século XIX difundiu-se no país, a partir de Salvador, Recife e Rio de Janeiro.
Jogada nas senzalas, os escravos se exercitavam ao som do berimbau e de palmas.
Eles eram proibidos de praticar qualquer luta. Camuflaram a Capoeira sob forma de dança ou jogo, praticando e treinando para se defender e resistir a escravidão e maus tratos.
A CAPOEIRA está presente no mundo, sem preconceito de raça ou condição social.
O movimento tem milhões de praticantes e o artigo não alcançará todas as Associações.
Há dias conversando com o Professor Doutor “Cacá” Bonates, conheci o belo trabalho do Amazonense e Contramestre Ângelo dos Anjos (Capacete), responsável pela Escola Matumbé Capoeira e Associação Cultural Esportiva Ilê Odara, que inaugurou o Centro de Cultura Brasileira Afro-ameríndio Ilê Odara na cidade de Roma na Itália.
Muito próximo a nós e parte do Projeto de Extensão Universidade Campeã, da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal do Amazonas está a Escola Abadá-Capoeira.
Derivada da Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte Capoeira (Abadá-Capoeira), criada em 1988. Entidade sem fins lucrativos, sediada no Rio de Janeiro e reconhecida em 2016, pelo Ministério da Educação e Cultura do Brasil, como exemplo de escola de educação básica inovadora e criativa.
Com representação em todo o Brasil e em mais de 80 países, conta com mais de 110 mil associados. É dirigida pelo Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Uberlândia (MG), José Tadeu Carneiro Cardoso (Mestre Camisa), de Jacobina na Bahia.

Os princípios norteadores da Escola Abadá são: Respeito; Senso de coletividade; Construção coletiva e valorização do trabalho em equipe; Ancestralidade e valorização dos mestres e dos mais velhos, transmissores da sabedoria popular; Autonomia; Responsabilidade; Participação; Incentivo à integração com a comunidade; Valorização e fortalecimento da identidade brasileira. Preconiza atividades pedagógicas como: Aulas de capoeira para a educação infanto-juvenil; Aulas de Maculelê (dança tradicional brasileira originaria do Recôncavo Baiano); Aulas de música (canto e instrumentos) e; Confecção de instrumentos musicais a partir de materiais alternativos (recicláveis).
Caso você queira praticar a CAPOEIRA em Manaus com a ABADÁ-CAPOEIRA, eis alguns locais e seus Instrutores:
Instrutor Senegal: * Clube militar do ASA – Av. Pedro Teixeira. Quarta e sábado às 19 horas; * Programa Formando Cidadãos – Batalhão de CHOQUE PMAM e; *APAE Manaus – Capoeira Inclusiva.
Instrutor Vedita: Segunda e quarta às 19 horas, na Praça do Mestre Chico – Cachoeirinha.
Instrutor Zangado: Segunda e quarta às 19 horas e 30 minutos e sábado às 16 horas e 30 minutos, no Condomínio Ouro Negro.
Instrutor Negão: Sábado às 17 horas, na Comunidade Santa Luzia – Japiim.
Além disso, existem projetos sendo implantados que passarão a funcionar em 2022, em três cidades: Tefé, Rio Preto da Eva e Boa Vista do Ramos.
“A capoeira é o que o momento determinar” (Mestre Camisa): é jogo, luta, defesa pessoal, dança, brincadeira, esporte, cultura popular, terapia, música, poesia, teatro, artesanato. É expressão da forte bagagem cultural que os “negros” escravizados, oriundos de diversas regiões do continente africano, trouxeram para o Brasil.
A CAPOEIRA é uma brincadeira completa, onde se aprende brincando que toda ação tem uma reação e cria um ambiente que cativa e alegra a todos.
Não canso de repetir: Esporte é cultura, saúde e entretenimento garantido!
A ciência comprova: a Atividade Física, o Esporte, o Exercício e o Lazer mudam vidas e salvam gerações!
Um forte e fraternal abraço a todos e até o nosso próximo encontro!
Colaborou: Professor José Antônio Mendes da Silva – Instrutor Senegal
8 comments
O Brasil tem uma riqueza cultural muito diversificada. Oriunda de muitos povos que aqui aportaram trazendo seus costumes. Belíssima matéria essa que fala de uma dessas artes tendo como tema a capoeira. Gostei muito e aprendi coisas que eu ainda não sabia
Muito obrigado!
Repassaremos aos responsáveis!
Muito lindo o trabalho dos mestres em capoeira,parabens a todos pela iniciativa de ensina os jovens,eles vão aprendendo e brincando e se .
Muito obrigado!
Repassaremos aos responsáveis!
Trabalho de excelência!
Acompanho no dia a dia a aplicação dos ensinos da capoeira abadá no batalhão do choque! Ensino totalmente voltado a cultura afro. Belas apresentações e dedicação total do professor e alunos que lá se encontram. Parabéns aos compromissados com a capoeira abadá!
Muito obrigado!
Repassaremos aos responsáveis!
Parabéns
Muito obrigado!