Estação das Docas, ponto de encontro em Belém

A Estação das Docas é um dos pontos turísticos mais importantes de Belém e referência nacional na recuperação do patrimônio histórico. Cada vez mais se consolida como local de encontro de turistas e moradores para momentos de lazer. É lá que jovens de todas as idades de encontram para relaxar ao cair da tarde, namorar ou simplesmente apreciar a maravilhosa vista proporcionada pelas águas do rio Amazonas.

Resultado de um investimento de R$ 19 milhões do governo estadual, a Estação das Docas foi a primeira janela para o rio, que veio para valorizar a capital paraense, em sua relação com os visitantes e com ribeirinhos, barqueiros e demais que, nas cidades amazônicas, fazem do rio suas ruas. O espaço já chegou a receber diariamente cerca de duas mil pessoas, e gerou 600 empregos diretos e 1.800 indiretos.

Enriquecido com características amazônicas o complexo turístico e cultural é composto por 500 metros de orla fluvial do antigo porto de Belém, cuja construção foi iniciada pelo engenheiro e advogado norte-americano Percival Farqhuar em 1906. São 32 mil metros quadrados divididos em três armazéns e um terminal de passageiros. O Armazém 1 foi batizado de Boulevard das Artes. O Armazém 2 passou a ser o Boulevard da Gastronomia. O Armazém 3 é conhecido como Boulevard das Feiras e Exposições.

O complexo possui, ainda, o Teatro Maria Silvia Nunes, com capacidade para 428 lugares, e o anfiteatro do Forte de São Pedro Nolasco. Todos passaram por um criterioso processo de restauração, realizado pelo arquiteto Paulo Chaves, então secretário de Cultura, que assina outras obras importantes de revitalização do patrimônio paraense, como o antigo presídio São José Liberto, hoje Pólo Joalheiro, o Complexo Feliz Lusitânia, que resulta de um conjunto de obras na Cidade Velha.

Os três galpões que deram lugar à Estação das Docas, são em ferro inglês, um exemplo da arquitetura característica da segunda metade do século XIX. Já os guindastes externos, marcas registradas da Estação, foram fabricados nos Estados Unidos, no começo do século 20. Também desperta atenção uma máquina a vapor de meados de 1800, que antes fornecia energia para os equipamentos do porto.

As ruínas do Forte de São Pedro Nolasco, onde foi construído um Anfiteatro, foram originalmente construídas para a defesa da orla em 1665. O espaço foi destruído após o Movimento da Cabanagem, em 1825, e revitalizado para a inauguração da Estação.

A Estação das Docas é hoje um dos produtos turísticos prioritários da cidade e sempre levado a feiras e eventos pela Companhia Paraense de Turismo (Paratur). Em julho de 2011, no Salão do Turismo – Roteiros do Brasil, em São Paulo, uma réplica da Estação encantou os visitantes da feira, que contou com a visitação de aproximadamente 100 mil visitantes.

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