Paulo Almeida Filho – Servidor Público Federal Aposentado. Mestre Instalado e Grau 32 dos Corpos Filosóficos da Grande Loja Maçônica do Amazonas.
Uma das cidades mais antigas do Amazonas, Itacoatiara é um dos polos do Estado mais visitados, seja em função do turismo ou para realização de negócios.
Distante 269 km de Manaus, o Município é muito conhecido pela promoção do Festival da Canção de Itacoatiara, conhecido por FECANI. Sendo, o maior festival de música da região Norte do Brasil, realizado anualmente em setembro.
A Avenida Parque é um cartão postal da cidade. E foi construída em 1928, através do primeiro Prefeito da cidade Isaac José Peres, que tomou como referência a charmosa avenida parisiense Champs Elysées.

Itacoatiara é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Manaus no Amazonas.
É a terceira cidade mais populosa do Estado, com 102.701 habitantes, de acordo com estimativas do IBGE em 2020.
O município ocupa uma área de 8.891,906 km², representando 0.5661 % do Estado, 0.2308 % da Região Norte e 0.1047 % de todo o território brasileiro. Desse total 13,5 km² estão em perímetro urbano.
Possui uma temperatura média anual mínima de 25°C e de 32°C como média máxima.
Na vegetação do município predomina o bioma amazônico.
Fundada em 1683 por padres Jesuítas, a cidade é conhecida como: Velha Serpa ou Cidade da Pedra Pintada. Possui na entrada da área urbana uma pedra pintada com um escrito indígena do tupi ou ‘’nheengatu’’: itá – pedra e; coatiara – pintado, gravado, escrito, esculpido, que deu origem ao nome atual da cidade.
Conta com importantes monumentos, museus, parques, balneários, teatros e eventos de grande repercussão.

Segundo dados do IBGE de 2016, Itacoatiara possui o segundo maior PIB do Amazonas, com R$ 2,05 bilhões. O município é considerado um dos maiores pólos agropecuários do Brasil.
Conta com um importante porto fluvial, responsável por grande quantidade de transporte de cargas, sendo o segundo maior porto fluvial escoador do país, pois chegam diariamente cargas vindas de cidades como Belém, Cuiabá, Manaus e Santarém, dentre outras.
Os registros de povoamento na região datam de 1655, quando o Padre Antônio Vieira criou a Missão dos Aroaquis na Ilha de Aibi, nas proximidades da boca do Lago do Arauató. Segundo historiadores, o núcleo urbano da cidade foi fundado em 8 de setembro de 1683, por padres Jesuítas na calha do Rio Madeira.
Em 1757, os habitantes da Aldeia dos Abacaxis foram transferidos para a outra margem do Rio Amazonas (margem esquerda). Na foz do rio Mataurá, afluente do Rio Madeira, Frei João Sampaio fundou, nos meados do século XVIII, o primeiro núcleo de povoamento na região do atual município.
Todavia, os constantes ataques dos silvícolas e a procura de terras propícias à colonização motivaram a retirada dos habitantes para a ribeira do Canumã e mais tarde para o rio Abacaxis.
Por esse último local passou, em 1755, o Capitão-General Francisco Xavier de Mendonça Furtado, Governador do Grão-Pará e Maranhão, em carta dirigida ao Ministro de Ultramar (1758), descreveu a viagem e especificou as deliberações tomadas em sua visita às terras amazonenses e assentou o município no local atual.
No ano de 1759 a aldeia de Itacoatiara é elevada a vila, com a denominação de Serpa, nome de origem portuguesa. Foi a terceira vila instalada no Amazonas, antecedida apenas por Borba e Barcelos.
Suprimido o município em 1833, dois anos depois era assolado pela Cabanagem, sedição que veio a terminar em 1840.
A restauração verificou-se em 10 de dezembro de 1857. Em 25 de abril de 1874, a vila é elevada à condição de cidade com a denominação de Itacoatiara, pela Lei Provincial Nº. 283, de 25 de abril de 1874.
A fauna e flora da Amazônia é diversificada, sendo encontrada a mesma fauna da floresta tropical úmida presente em diversos municípios da região, com inúmeras espécies de plantas, pássaros, anfíbios e insetos.
A cultura do município, assim como a do Amazonas, foi largamente influenciada pelos nativos da região e pelos diversos grupos de imigrantes e migrantes que ali se estabeleceram, principalmente espanhóis. Itacoatiara tornou-se uma cidade com ampla miscigenação cultural e diversificadas culturas. Os nordestinos que migraram para a Amazônia no fim do Século XIX e início do Século XX, atraídos pelo ciclo da borracha, também contribuíram para a formação cultural do município.
Todos os anos, no mês de setembro, acontece o Festival da Canção de Itacoatiara (FECANI), com o objetivo de desenvolver e divulgar talentos amazonenses e brasileiros. É o maior festival de música do Norte, reunindo músicos de todo o Brasil.
O FECANI nasceu em 1985, da vontade de estimular a produção musical. No início, um pequeno Festival, que reunia compositores locais e de Manaus era realizado na Praça da Matriz.

O evento tomou outra proporção e ganhou adeptos, que em setembro se deslocam para Itacoatiara com o propósito de participar e prestigiar o FECANI.
Atualmente, o FECANI acontece no Centro Cultural Iracema Holanda, no feriado da semana da pátria, num espaço que faz jus a grandeza do Festival.
Fonte de Pesquisa: AMAZONASTUR, GOOGLE, WIKIPÉDIA, IBGE.
Imagens: Internet